Breves pensamentos com o humilde objetivo de levar à reflexão. Como uma pílula, azul ou vermelha, porque não importa a cor e sim o Princípio Ativo.
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Deus existe?
"Dificilmente num futuro próximo a filosofia e a ciência atéia conseguirão negar convincentemente - com provas científicas - a existência de Deus, nem a religião, a fé e a crença conseguirão provar a existência de Deus. Para a fé cristã o ateísmo contemporâneo constitui-se num purgatório para a própria fé, enquanto a moderna ciência atéia busca uma resposta melhor para o sentido do homem e da humanidade. A fé alcançou seu limite na crença na existência de Deus e sua devoção ao Criador, enquanto que a ciência ainda não chegou aos limites - que podem ainda ser inimagináveis. Talvez daqui a alguns milênios o homem possa dominar a transmutação da matéria para a energia, viajando por buracos-negros, novos universos e galáxias, dominando o espaço e o tempo, tornando-se onipresente e imortal com o simples domínio da mente humana. Talvez assim poderoso, possa encontrar nos confins do universo ou no seu interior a verdade sobre Deus. Todo homem sempre se lembra de Deus nem que seja num derradeiro momento, numa hora difícil ou como um último e desesperado apelo, quando poderia fazê-lo nas horas mais fáceis e como primeira - e não última - opção. Até lá, se é difícil crer em Deus, será mais difícil para o humanidade viver sem Ele. O último passo da razão e da genialidade humana é o de reconhecer que existem infinitas coisas que a superam. Num futuro longínquo, quando o homem for perfeito e a sua ciência dominar todos os segredos do universo, certamente o segredo da religião, da filosofia e da ciência será desvendado, e ele revelará que alguns homens foram criados por Deus, amando o seu próximo como a si mesmos, outros, evoluíram dos macacos, tentando de todas as formas ser iguais aos criados por Deus, enquanto que outros descendem das bananas. A história da espécie humana, de seus líderes, suas injustiças, de sua crueldade, desigualdade, miséria, doenças e desamor entre os seres humanos, evidencia que os descendentes das bananas sempre foram a maioria." Israel Belo de Azevedo (1994)
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